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Entradas do Fevereiro 2009

Padrasto deve depor hoje, enquanto meninas fazem exames sexológicos

27/02/2009 · 2 Comentários

Deve prestar depoimento hoje à polícia o homem de 23 anos suspeito de ter abusado sexualmente e engravidado a enteada de apenas nove anos de idade. O rapaz, que não pode ter o nome divulgado por recomendação do Ministério Público, uma vez que a vítima é menor de idade, foi preso na noite de ontem no município de Alagoinhas, no Agreste do estado.

A prisão foi efetuada por policiais militares após denúncia de que o suspeito estaria escondido numa localidade conhecida como barragem, no limite da zona urbana da cidade. Ele teria passado a noite em um terreno baldio, escondido em um matagal. “Ele confessou que abusava da menina desde que ela tinha seis anos e de que também violentava a irmã dela, que tem 14 anos e é deficiente”, contou o sargento Lúcio Flávio, comandante do destacamento da Polícia Militar do município, um dos responsáveis pela prisão.

Inicialmente, o suspeito foi levado para a sede da Polícia Militar do município, mas de lá foi encaminhado para o Presídio de Pesqueira, por questões de segurança. “A população está revoltada com este crime. Uma multidão está na frente do batalhão gritando para que ele seja solto para a população. Como aqui não há condições suficientes para mantê-lo, ele será transferido para um local mais seguro”, comentou o sargento, afirmando que um reforço da PM foi chamado para fazer o transporte do suspeito.

O caso chocou tanto a população de Alagoinhas que a Polícia Civil informou que nenhum advogado do município quer defender o suspeito e que provavelmente um defensor público deverá ser designado para o caso. O delegado Antônio Dutra já pediu a prisão preventiva do suspeito. De acordo com o Código Penal brasileiro, o padrasto poderá pegar mais de 15 anos de prisão em regime fechado. “Ele vinha abusando sexualmente de uma menor de 14 anos e ainda engravidou a criança. Há ainda o agravante das ameaças”, observou o delegado.

Exames - Também nesta sexta-feira, as duas meninas seguem para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no Recife, para a realização de exames sexológicos que comprovem o crime. De lá, as irmãs devem ser levadas para o Instituto Materno Infantil (Imip), no bairro dos Coelhos. As duas estão acompanhadas pela mãe e pela conselheira tutelar de Alagoina, Maria José.

O crime veio à tona ontem quando a menina, que apresentava enjôos e vômitos, foi levada pela mãe para a Casa de Saúde São José, em Pesqueira, município vizinho à Alagoinha. Uma ultrassonografia diagnosticou a gravidez de 16 semanas. O ginecologista José Severiano Cavalcanti, que atendeu a menina na Casa de Saúde São José, em Pesqueira, antecipou que o aborto será necessário para não por em risco a vida da garota.”Ela tem nove anos, mas sua idade cronológica não bate com sua estrutura física franzina, subnutrida”, observou. Segundo Severiano, a menina mede apenas um metro e trinta de altura. “Ela não tem pélvis para suportar uma gestação de gêmeos. Não tem seios desenvolvidos e sequer pelos pubianos”, argumentou.

O médico disse que se for preciso fará um laudo atestando que a criança não tem condições físicas de prosseguir com a gravidez e que indicaria o aborto para preservar a sua vida. “Eu não faria o aborto por causa dos meus princípios morais. Mas no Imip há equipes prontas para isso. E acredito ser necessário”, observou.

Pela legislação brasileira, grávidas vítimas de estupro podem fazer um aborto até o quinto mês de gestação. O procedimento também é autorizado pelo Ministério da Saúde e aconselhado por especialistas quando a gravidez põe em risco a vida da mãe, como é o caso da menina de nove anos de Alagoinha. No entanto, é necessário que a Justiça tome a decisão. O Ministério Público também precisa se pronunciar. A promotora Geane Bezerra, que acumula a promotoria de Pesqueira, só deve falar sobre o episódio segunda-feira. Mas toda e qualquer decisão deverá ser baseada em exames e perícias médicas.

Investigação - O suspeito vivia com a mãe da criança desde 2005. A menina alegou que nunca contou que era abusada porque temia ser morta pelo agressor. Segundo a vítima, o padrasto jurava que iria matá-la, caso revelasse o “segredo” para a mãe. “Ele dizia que ia cortar meu pescoço com a foice”, falou a menina para os conselheiros tutelares.

A garota disse ainda que o padrasto costumava dar R$ 1 para ter relações com ela. A violência sexual acontecia sempre quando a mãe se ausentava de casa. Já a mãe, de 39 anos, declarou nunca ter desconfiado de nada. Para ela, o marido era um homem cuidadoso com as filhas. “Eu confiava demais nele”, justificou a mulher.

Segundo o conselheiro tutelar do município, Cláudio Roberto Lima Melo, a criança não tem sequer noção da gravidez. “Ela não tem consciência do seu estado. Estamos muito preocupados com a saúde dela porque, ela tem baixa estatura e muito miúda. Mas a barriga e os seios já estão crescidos”, comentou.

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Criança de nove anos grávida

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Criança de nove anos grávida

27/02/2009 · 29 Comentários

Um caso polêmico de gravidez na infância foi descoberto na cidada de Alagoinha, no Agreste do estado. Uma menina de apenas nove anos está grávida de quase quatro meses e de gêmeos. O pai seria o padrasto, um rapaz de 23 anos, que há três vivia com a mãe da garota e que foi preso ontem à noite. A população da cidade tentou linchá-lo. A história de agonia e ameaça vivida pela criança veio à tona na manhã da última quarta-feira. Após se queixar de enjoos, tonturas e fortes dores de cabeça, a menina foi levada pela mãe até a Casa de Saúde São José, em Pesqueira. O médico de plantão, um ginecologista, desconfiou da gravidez, confirmada por meio de ultrassonografia. Depois disso, a menina revelou que vinha sendo obrigada a fazer sexo com o padrasto há três anos e que nunca contou o que acontecia quando a mãe saía de casa porque era ameaçada de morte. A criança deverá ser examinada hoje pela equipe do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), no Recife. Em casos como este, quando a vítima foi estuprada e corre risco de morte, a lei permite que seja realizado o aborto. O Ministério Público já foi acionado.

Há suspeitas de que o suspeito também tenha abusado da irmã mais velha da menina grávida. Ela é portadora de deficiência e tem 14 anos. As duas serão submetidas hoje a exame sexológico no IML, também no Recife. Por determinação do Ministério Público de Pernambuco, para preservar a identidade da menina, o nome e a imagem do padrasto não estão sendo divulgados pelo Diario. A menina alegou que nunca revelou os abusos porque temia ser morta pelo agressor. “Ele dizia que ia cortar meu pescoço com a foice e matar minha mãe”, falou para os conselheiros tutelares. A criança disse que o padrasto costumava lhe dar R$ 1.

A mãe da criança, por sua vez, declarou nunca ter desconfiado de nada. Para ela, o marido era apenas um homem cuidadoso com as filhas. “Eu confiava demais nele. Quero que ele pague pelo que fez e seja preso”, disse. Segundo o conselheiro tutelar do município Cláudio Roberto Lima Melo, a criança não tem sequer noção da gravidez. “Ela não tem consciência do seu estado. Estamos muito preocupados com a saúde dela porque ela tem baixa estatura e é muito miúda”, disse.

Segundo ele, o pai da menina, que é separado, está revoltado e culpa a ex-mulher pelo abuso. O casal se separou há pouco mais de três anos, depois que a mulher conheceu o atual companheiro. O padrasto estava desempregado e fazia bicos. O delegado de Alagoinha, Antônio Dutra, já pediu a prisão temporária do padrasto e deve indiciá-lo por crime de estupro, pedofilia e aliciamento de menor. De acordo com o Código Penal Brasileiro, ele poderá pegar mais de 15 anos de prisão em regime fechado. (Ana Paula Neiva)


Arte: Jarbas/DP

Desde os seis anos, a menina que hoje tem nove, e que mora na Zona Rural de Alagoinha, no Agreste, vinha sendo abusada supostamente pelo padrasto, que vivia com a mãe há três anos


Arte: Jarbas/DP

Há três meses, a menina menstruou pela primeira vez. Há uma semana, a criança começou a se queixar de tonturas e enjoos. Na última quarta-feira, foi levada pela mãe ao médico, em Pesqueira


Arte: Jarbas/DP

Ao ser consultada pelo médico de plantão, um exame de ultrassom constatou a gravidez equivalente a três meses e meio. Também indicou que a menina está grávida de gêmeos

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