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ALERTA: Estudo mostra que pedófilos geralmente são parentes no Brasil

06/03/2009 · Deixe um comentário

Dado foi levantado com base em denúncias entre período de 2001 e 2007; agressor típico tem entre 22 e 45 anos
SÃO PAULO – O perigo de abuso sexual contra crianças e adolescentes no Brasil não mora nas esquinas ou ruas, mas pode estar dentro de casa. É o que indica o levantamento promovido pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac), através de denúncias de abusos sexuais a delegacias e ao Disque 100 – entre o período de 2001 a 2007. O levantamento indica que na maioria dos casos o crime é cometido por pessoas que “vivem dentro da casa das vítimas”.

Segundo a pesquisa, o perfil do agressor típico é o homem entre 22 e 45 anos que tem laços de parentesco com a vítima. “Dos cerca de 311 casos registrados no período em análise, a maior parte dos agressores é padrasto das crianças, seguido por pais, tios e avôs”, aponta o coordenador da pesquisa e professor de psicologia Liércio Pinheiro. “São homens que sofrem algum distúrbio emocional ou psíquico”, complementa.

Ainda de acordo com o levantamento, o número de casos de abuso denunciados aumentou nos últimos anos. Só este ano, já foram 4,7 mil registros, 31% deles relativos à violência sexual, 35% à negligência e 34% a casos de violência física e psicológica. Desde o início da análise, cerca de 90 mil casos já foram denunciados no País. Para Pinheiro, no entanto, o aumento no número de denúncias não representa um crescimento dos casos.

“As pessoas estão percebendo que o abuso é inaceitável e estão procurando por ajuda”, explica Pinheiro. “Entretanto, o número de casos registrados ainda não reflete a realidade. Mais de 95% das denúncias são feitas por pessoas de baixa renda. Tanto a classe média como a alta ainda têm vergonha de admitir o abuso”. Segundo Pinheiro, o medo de se expor e de perder status na sociedade faz com que as famílias de maior renda “escondam o crime em casa”.

Dos Estados brasileiros, a pesquisa indica que o Distrito Federal é o que mais registrou denúncias de abuso em proporção ao número de habitantes. Amapá ficou em último lugar na lista.

Pedofilia e Sintomas

A despeito do crime de abuso sexual ser cometido contra crianças e adolescentes, Pinheiro indica que a maior parte dos agressores não são pedófilos. “A pedofilia é um transtorno de perversão, em que o acometido tem um desejo incontrolável por fazer sexo com crianças. Nesses casos, eles poderiam tanto agredir uma criança como um adulto”, explica. “Esses homens apresentam, é claro, um tipo de distúrbio emocional ou psíquico”.

O psicólogo alerta para que as mães prestem atenção às alterações no comportamento de seus filhos, que podem apresentar sintomas de um abuso sexual. “Caso eles estejam agressivos, um pouco depressivos e chorem bastante, a mãe deve ficar atenta e perguntar aos filhos o que houve”, conta Pinheiro. “Se eles confirmarem que houve o abuso, devem denunciar o mais rápido possível o agressor, porque o abuso é crime”, completa.

Quem comete abuso sexual contra crianças e adolescentes é indiciado por estupro e atentado violento ao pudor. A pena para o crime varia de seis a dez anos de reclusão, dependendo das circunstâncias do incidente.

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Menina de 9 anos aborta gêmeos

04/03/2009 · 2 Comentários

A menina de 9 anos que engravidou de gêmeos depois de ser estuprada pelo padrasto de 23 anos abortou os dois fetos na manhã desta quarta-feira (4).

O aborto, realizado no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), na Encruzilhada, Zona Norte do Recife, foi induzido por medicamentos. O primeiro feto foi expelido por volta das 9h. O segundo, às 11h30.

A menina, que teve alta do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip) no final da tarde desta terça-feira (3), deve passar ainda por uma curetagem – procedimento médico para retirar material placentário da cavidade uterina.

De acordo com os médicos, o estado de saúde da garota – que tem 33 quilos e 1,36 m de altura – é estável e ela deve continuar internada na unidade de saúde até esta sexta-feira.

PAIS – O aborto aconteceu em meio à polêmica envolvendo o pai da garota, que, evangélico, demonstrou ser contrário ao procedimento. No entanto, a mãe decidiu tirar a criança do Imip, onde estava internada, e levá-la ao Cisam para a realização do aborto.

No último dia 3, a polícia prendeu o trabalhador rural José Amâncio Vieira Filho, acusado de ter estuprado a enteada. A prisão ocorreu um dia depois de a história vir à tona no município de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco. Em depoimento à polícia, José Amâncio confessou também ter violentado a irmã da menina, hoje com 14 anos e portadora de deficiência.

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Saldo da tragédia: uma criança estuprada e duas assassinadas. Misericórdia!!!!

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Criança de nove anos grávida

Padrasto deve depor hoje, enquanto meninas fazem exames sexológicos

Igreja quer impedir na Justiça aborto de menina de 9 anos

Médicos adiam aborto em menina de 9 anos estuprada

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Médicos adiam aborto em menina de 9 anos estuprada

04/03/2009 · 1 Comentário

Foram adiados os procedimentos para a realização do aborto na garota de 9 anos violentada sexualmente pelo padrasto, em Alagoinhas, no Agreste de Pernambuco. O processo seria iniciado nesse fim de semana. A menina permanece internada no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), onde deu entrada na última sexta-feira (27), e está grávida de gêmeos.

Ao chegar ao Imip a garota foi encaminhada para a maternidade de alto risco, onde foram realizados diversos exames. A ultra-sonografia constatou que ela já está na quinta semana de gestação. A interrupção da gravidez foi autorizada pela família da criança e, segundo a lei brasileira, em caso de estupro a realização do aborto dispensa a autorização judicial.
O caso da menina violentada pelo padrasto foi descoberto depois que a mãe da criança a levou ao médico. Ela queixava-se de dor de cabeça, enjôos e tontura. Quando foi identificada a gestação, a menina confesssou que era abusada sexualmente há três anos pelo padrasto, Jailson José Silva, de 23 anos. O acusado foi preso e confessou o abuso, bem como que também teria violentado a outra irmã da menina, de 14 anos, e portadora de deficiência.

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Igreja quer impedir na Justiça aborto de menina de 9 anos

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Padrasto deve depor hoje, enquanto meninas fazem exames sexológicos

27/02/2009 · 2 Comentários

Deve prestar depoimento hoje à polícia o homem de 23 anos suspeito de ter abusado sexualmente e engravidado a enteada de apenas nove anos de idade. O rapaz, que não pode ter o nome divulgado por recomendação do Ministério Público, uma vez que a vítima é menor de idade, foi preso na noite de ontem no município de Alagoinhas, no Agreste do estado.

A prisão foi efetuada por policiais militares após denúncia de que o suspeito estaria escondido numa localidade conhecida como barragem, no limite da zona urbana da cidade. Ele teria passado a noite em um terreno baldio, escondido em um matagal. “Ele confessou que abusava da menina desde que ela tinha seis anos e de que também violentava a irmã dela, que tem 14 anos e é deficiente”, contou o sargento Lúcio Flávio, comandante do destacamento da Polícia Militar do município, um dos responsáveis pela prisão.

Inicialmente, o suspeito foi levado para a sede da Polícia Militar do município, mas de lá foi encaminhado para o Presídio de Pesqueira, por questões de segurança. “A população está revoltada com este crime. Uma multidão está na frente do batalhão gritando para que ele seja solto para a população. Como aqui não há condições suficientes para mantê-lo, ele será transferido para um local mais seguro”, comentou o sargento, afirmando que um reforço da PM foi chamado para fazer o transporte do suspeito.

O caso chocou tanto a população de Alagoinhas que a Polícia Civil informou que nenhum advogado do município quer defender o suspeito e que provavelmente um defensor público deverá ser designado para o caso. O delegado Antônio Dutra já pediu a prisão preventiva do suspeito. De acordo com o Código Penal brasileiro, o padrasto poderá pegar mais de 15 anos de prisão em regime fechado. “Ele vinha abusando sexualmente de uma menor de 14 anos e ainda engravidou a criança. Há ainda o agravante das ameaças”, observou o delegado.

Exames - Também nesta sexta-feira, as duas meninas seguem para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no Recife, para a realização de exames sexológicos que comprovem o crime. De lá, as irmãs devem ser levadas para o Instituto Materno Infantil (Imip), no bairro dos Coelhos. As duas estão acompanhadas pela mãe e pela conselheira tutelar de Alagoina, Maria José.

O crime veio à tona ontem quando a menina, que apresentava enjôos e vômitos, foi levada pela mãe para a Casa de Saúde São José, em Pesqueira, município vizinho à Alagoinha. Uma ultrassonografia diagnosticou a gravidez de 16 semanas. O ginecologista José Severiano Cavalcanti, que atendeu a menina na Casa de Saúde São José, em Pesqueira, antecipou que o aborto será necessário para não por em risco a vida da garota.”Ela tem nove anos, mas sua idade cronológica não bate com sua estrutura física franzina, subnutrida”, observou. Segundo Severiano, a menina mede apenas um metro e trinta de altura. “Ela não tem pélvis para suportar uma gestação de gêmeos. Não tem seios desenvolvidos e sequer pelos pubianos”, argumentou.

O médico disse que se for preciso fará um laudo atestando que a criança não tem condições físicas de prosseguir com a gravidez e que indicaria o aborto para preservar a sua vida. “Eu não faria o aborto por causa dos meus princípios morais. Mas no Imip há equipes prontas para isso. E acredito ser necessário”, observou.

Pela legislação brasileira, grávidas vítimas de estupro podem fazer um aborto até o quinto mês de gestação. O procedimento também é autorizado pelo Ministério da Saúde e aconselhado por especialistas quando a gravidez põe em risco a vida da mãe, como é o caso da menina de nove anos de Alagoinha. No entanto, é necessário que a Justiça tome a decisão. O Ministério Público também precisa se pronunciar. A promotora Geane Bezerra, que acumula a promotoria de Pesqueira, só deve falar sobre o episódio segunda-feira. Mas toda e qualquer decisão deverá ser baseada em exames e perícias médicas.

Investigação - O suspeito vivia com a mãe da criança desde 2005. A menina alegou que nunca contou que era abusada porque temia ser morta pelo agressor. Segundo a vítima, o padrasto jurava que iria matá-la, caso revelasse o “segredo” para a mãe. “Ele dizia que ia cortar meu pescoço com a foice”, falou a menina para os conselheiros tutelares.

A garota disse ainda que o padrasto costumava dar R$ 1 para ter relações com ela. A violência sexual acontecia sempre quando a mãe se ausentava de casa. Já a mãe, de 39 anos, declarou nunca ter desconfiado de nada. Para ela, o marido era um homem cuidadoso com as filhas. “Eu confiava demais nele”, justificou a mulher.

Segundo o conselheiro tutelar do município, Cláudio Roberto Lima Melo, a criança não tem sequer noção da gravidez. “Ela não tem consciência do seu estado. Estamos muito preocupados com a saúde dela porque, ela tem baixa estatura e muito miúda. Mas a barriga e os seios já estão crescidos”, comentou.

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Criança de nove anos grávida

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Criança de nove anos grávida

27/02/2009 · 28 Comentários

Um caso polêmico de gravidez na infância foi descoberto na cidada de Alagoinha, no Agreste do estado. Uma menina de apenas nove anos está grávida de quase quatro meses e de gêmeos. O pai seria o padrasto, um rapaz de 23 anos, que há três vivia com a mãe da garota e que foi preso ontem à noite. A população da cidade tentou linchá-lo. A história de agonia e ameaça vivida pela criança veio à tona na manhã da última quarta-feira. Após se queixar de enjoos, tonturas e fortes dores de cabeça, a menina foi levada pela mãe até a Casa de Saúde São José, em Pesqueira. O médico de plantão, um ginecologista, desconfiou da gravidez, confirmada por meio de ultrassonografia. Depois disso, a menina revelou que vinha sendo obrigada a fazer sexo com o padrasto há três anos e que nunca contou o que acontecia quando a mãe saía de casa porque era ameaçada de morte. A criança deverá ser examinada hoje pela equipe do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), no Recife. Em casos como este, quando a vítima foi estuprada e corre risco de morte, a lei permite que seja realizado o aborto. O Ministério Público já foi acionado.

Há suspeitas de que o suspeito também tenha abusado da irmã mais velha da menina grávida. Ela é portadora de deficiência e tem 14 anos. As duas serão submetidas hoje a exame sexológico no IML, também no Recife. Por determinação do Ministério Público de Pernambuco, para preservar a identidade da menina, o nome e a imagem do padrasto não estão sendo divulgados pelo Diario. A menina alegou que nunca revelou os abusos porque temia ser morta pelo agressor. “Ele dizia que ia cortar meu pescoço com a foice e matar minha mãe”, falou para os conselheiros tutelares. A criança disse que o padrasto costumava lhe dar R$ 1.

A mãe da criança, por sua vez, declarou nunca ter desconfiado de nada. Para ela, o marido era apenas um homem cuidadoso com as filhas. “Eu confiava demais nele. Quero que ele pague pelo que fez e seja preso”, disse. Segundo o conselheiro tutelar do município Cláudio Roberto Lima Melo, a criança não tem sequer noção da gravidez. “Ela não tem consciência do seu estado. Estamos muito preocupados com a saúde dela porque ela tem baixa estatura e é muito miúda”, disse.

Segundo ele, o pai da menina, que é separado, está revoltado e culpa a ex-mulher pelo abuso. O casal se separou há pouco mais de três anos, depois que a mulher conheceu o atual companheiro. O padrasto estava desempregado e fazia bicos. O delegado de Alagoinha, Antônio Dutra, já pediu a prisão temporária do padrasto e deve indiciá-lo por crime de estupro, pedofilia e aliciamento de menor. De acordo com o Código Penal Brasileiro, ele poderá pegar mais de 15 anos de prisão em regime fechado. (Ana Paula Neiva)


Arte: Jarbas/DP

Desde os seis anos, a menina que hoje tem nove, e que mora na Zona Rural de Alagoinha, no Agreste, vinha sendo abusada supostamente pelo padrasto, que vivia com a mãe há três anos


Arte: Jarbas/DP

Há três meses, a menina menstruou pela primeira vez. Há uma semana, a criança começou a se queixar de tonturas e enjoos. Na última quarta-feira, foi levada pela mãe ao médico, em Pesqueira


Arte: Jarbas/DP

Ao ser consultada pelo médico de plantão, um exame de ultrassom constatou a gravidez equivalente a três meses e meio. Também indicou que a menina está grávida de gêmeos

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